
De que adiantam os rodopios e as febres?
As mãos, os ares, o arrancar do ego.
De que adiantam os suspiros que fazem com que eles se arremessem, se atirem do alto, percam o medo, o tempo, o destino?
De nada adianta.
O perfume que inebria, os traços que encantam, as palavras que enobrecem... Nada adianta.
Ela nunca alcança, nunca alcançaria, por mais que quisesse. Pode estar perto, muito perto, mas não chega.
Não se chega. Ao estável? À calmaria? À paz que acalenta o coração? Nunca chega.
Seria preciso mais milhões deles, mais marcas, mais amores eternos... Ainda assim, ela não alcança.
É fato. Fadada a ser só e por si só nunca alcançar - nem mesmo a fraqueza da neblina.

mas ei que chega a roda viva e carrega a saudade pra lá...
ResponderExcluire quando você consegue enxergar o futuro na neblina?
ResponderExcluirO que é mais bonito?
ResponderExcluirO texto, os olhos ou os lábios?